Pós Covid – Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Síndrome Pós Covid

Pós Covid – Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Síndrome Pós Covid – Hoje nós
vamos falar sobre um assunto de bastante importância e muito
Prevalente.

Você aí já teve covid-19? Ou conhece  Alguém que teve essa doença?

Você sabe o que é Síndrome pós-covid? Visite www.longhaulbrasil.com, site que reúne especialistas em tratamento pós-covid.

E algum tempo depois quando os  sintomas já deveriam estar melhorando na verdade começaram  a aparecer outros sintomas ou mesmo pioraram aqueles sintomas  da fase aguda da doença?

Bom fica com a gente, vai ser  exatamente sobre isso que vamos tratar na Live de hoje. Oi pessoal, tudo bem? Eu sou a  doutora Keilla Mara de Freitas, médica infectologista da  Clínica Regenerati do Hospital Israelita Albert Einstein e do  Hospital Sírio-Libanês.

Pós Covid – Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Síndrome Pós Covid

Hoje a gente vai falar aqui um
pouquinho sobre não apenas a síndrome pós-covid, mas todo
esse quadro que acontece que pode ser visto em pacientes que
passaram por esta infecção. Bom, assim como fez tantas
vezes ao longo da da sua história a vacina após a vacina
específica contra o covid mudou a história dessa doença e
dividiu em eras a era da pandemia pré-vacina e a era pós
vacina naquela era pré-vacina a gente lembra a quantidade as
milhares de pessoas doentes os hospitais lotados inclusive as
UTIs momentos em que as pessoas com indicação de UTI precisavam
ser atendidas no pronto socorro porque não tinha vaga de UTI
momento em que as pessoas que precisavam de atendimento
médico especializado em hospital que tinha UTI ou que
tinha pelo menos uma semi-intensiva precisavam ficar
em outros hospitais com uma complexidade mais baixa por
total falta de leitos, locais aí ao longo do do mundo com
dificuldade de coisas básicas o oxigênio e parentes nossos que
muitas vezes acabaram falecendo por causa do da covid-dezenove
mesmo pessoas que não tinham problemas de comorbidade por
exemplo casos até de pessoas jovens eh que tiveram aquele
começaram a ter sintomas de covid e pouco tempo depois eh
que começou a ter aqueles sintomas que começaram de uma
forma mais leve teve uma piora rápida do teve que ir pro
hospital e em poucos dias acabou evoluindo a óbito e
daquelas pessoas que sobreviveram muitos com graves
sequelas tudo isso após a vacina foi diminuindo pouco a
pouco eu ainda me lembro de chegar na UTI

aquela várias
UTIs é exclusivamente para pacientes com covid é e eu
chegava tinha os leitos, né?

Os os boxes né?

Cada fizeram são
pequenos quartos da UTI e em cada quarto um paciente com uma
máquina de circulação extracorpórea, aquela máquina
que substitui eh temporariamente as funções do
pulmão que é quando o próprio mesmo ventilador mecânico não
consegue eh suprir não consegue ventilar o paciente
adequadamente e aí os tem que sair da pessoa e passar por
essa máquina para que ela faça às vezes do pulmão, além de
toda aquela maquinaria tanto do ventilador mecânico, drogas para
manter o paciente dormindo,

né, em coma induzido, drogas para
que muito fortes para relaxar a musculatura desses pacientes
que frequentemente competem com ventilador e tornava de
difícil ventilação, drogas para manter os níveis da pressão
arterial adequados, máquinas de diálise porque os rins acabavam
sucumbindo também neste processo, infecção atrás de
infecção, infecção bacteriana atrás de infecção, e problemas
de hemorragia ao mesmo tempo problemas embólicos também que
é quando eh nasce tem um um entupimento agudo das artérias
e aí o sangue não consegue chegar naquele local, seja
problema embolia do pulmão, do cérebro, coração e demais. E
tudo isso foi aos poucos diminuindo a sua frequência com
o avanço da vacinação da população e hoje é uma coisa
que fica praticamente no no passado.

Ta? Hoje as unidades
de terapia intensiva tem uma quantidade tão baixa de
pacientes que na maioria de pacientes de covid que na
maioria dos hospitais já não tem mais a necessidade de ter
uma parte da UTI

apenas para pacientes com covid e sim
mantém os pacientes com covid nas alas já previamente eh
feitas para pacientes em isolamento respiratório dos
mais diversos tipos porque a quantidade de pacientes com
necessidade de terapia intensiva reduziu demais e
mesmo os pacientes que estão em terapia intensiva e muitos
deles, a grande maioria não tem necessidade de intubação, não
tem necessidade de ventilação mecânica mais, precisa sim de
um tratamento mais intensivo eh com relação a várias outras
coisas, inclusive com cuidados respiratórios, mas utilizando
por exemplo eh o nasal de alto fluxo, fisioterapia, ventilação
não invasiva e não aquela ventilação mecânica como a
gente via em grande parte dos pacientes que precisavam de
tratamento intensivo na era pré-vacina do covid mas bom
mesmo nessa época e até hoje nós temos ainda uma herança que
é justamente os quadros das pessoa que sobreviveram aos
quadros mais graves e até mesmo aquelas pessoas que não tiveram
quadros assim tão graves mas que começam começaram a
apresentar sintomas no momento em que já deveria começar a
diminuir, né?

Aquele momento em que já passa o período da
convalescência, já passou a face aguda, e começa a desinflamar,
os sintomas deveriam deveria diminuir e desaparecer e a
pessoa voltar a sua atividade de vida normal e começa a
piorar alguns sintomas iniciais ou mesmo aparecer sintomas que
antes não tinham e aí nós temos que dividir eh as pessoas que
sofrem com algum problema após esse quadro agudo de covid e
principalmente duas situações a primeira situação não é nem o
conceito pós-covid que são aquelas pessoas que passaram
por quadros mais graves e dessa leva a era pré-vacina tem a sua
grande maioria eh e consequentemente com o longo
período de internação em UTI com outras complicações com
relação direta do covid como por exemplo quadros de
pneumonia própria intubação a perda de muscular intensa,
quadros neurológicos, né, a neuropatia do doente crítico e
todas essas sequelas que as pessoas tiveram nessa fase mais
grave, né, as pessoas que tiveram doenças mais graves e
leva-se o seu tempo para recuperar as suas funções, em
alguns momentos, algumas situações isso nem é possível.

Essa situação não nós chamamos de síndrome pós-covid pois está
realmente relacionada ao quadro do paciente crítico inclusive
estudos mostram que pacientes que tiveram quadros muito
graves de covid o tempo que eles levavam levaram após a
alta hospitalar e para recuperar né a sua a sua vida
cotidiana e é comparado ao em que pessoas que tiveram quadros
igualmente graves mas por outras condições que não a
covid-dezenove também levavam para poder ter a sua
reabilitação por outro lado quadros não tão graves quadros
leves se comparado com outros quadros infecciosos nós olhamos
as pessoas com quadros de covid de leve moderado e os problemas
após o quadro agudo tem uma frequência muito maior do que o
que estamos acostumado a ver em outras condições como por
exemplo a própria influenza, né?

Ou qualquer outro quadro
infeccioso ou não, mas que leve a uma internação mas que leve a
um quadro de internação hospitalar, mas sem uma
gravidade importante, sem a necessidade de intubação e
demais. Então, tem alguns estudos bastante interessantes
mostrando por exemplo que pessoas com que passam pelo
tratamento de terapia intensiva tem uma alta frequência de
transtorno de estresse pós-traumático após a alta da
UTI e além disso alterações cognitivas também são muito
importantes dessas pessoas, cerca de vinte e vinte e seis
por cento das pessoas que tem um quadro grave e que são
internadas em unidade de terapia intensiva acabam tendo
problemas cognitivo mental é assim como alterações físicas
também fraqueza física aquela fraqueza muscular trinta e nove
por cento das pessoas eh dor articular vinte e oito por
cento e dor muscular que chamamos de mialgia vinte e um
por cento isso é um quadro relacionado a qualquer paciente
eh que tem esse quadro que chamamos de fraqueza do
paciente crítico ou seja que teve doença é grave que
necessitou de internação em UTI por longos períodos
independente do motivo pelo qual levou essa internação

não
apenas o covid-dezenove mas não se pode negar que mesmo
pensando nas condições pós-covid na síndrome pós-covid
as pessoas que eh tiveram o a internação e necessidade de
internar na unidade de terapia intensiva acabaram tendo uma
acabam tendo uma probabilidade maior de ter esse quadro de
síndrome pós-covid e você aí que tá assistindo essa por
favor eh dê o seu like e compartilhe também faça a
inscrição nos nossos canais tanto o canal Clínica
Regenerati, o meu canal doutora Keila Freitas no YouTube que
traz temas desse desse mesmo tipo dos mais diversos tipos
relacionados tanto a questão de infectologia quanto a outros
problemas de saúde no caso do canal da clínica Regenerati e
faz muita diferença eh você poder curtir, né?

E se
inscrever nos nossos canais e compartilhar esses vídeos para
que possam a maior quantidade de pessoas possível. A a melhor
forma de combater as notícias falsas que tão fáceis são de
serem encontradas em nossa atualidade é justamente
disponibilizando e fazendo com que chegue a maior quantidade
de pessoas possíveis notícias de qualidade e notícias que tem
a preocupação de trazer tudo o que tem de mais atual e mais
certo, sem nenhuma notícia falsa para que as pessoas
possam realmente eh serem mais livres, né?

Poderem não apenas
eh ter esse prevenir complicações, prevenir doenças
e é até pensar em algum problema que possa ter e que
antes de que ele complique, começar a buscar mesmo eh o
médico que precisa ser buscado para aquela para aquele quadro
e começar o tratamento que precisa ser iniciado o mais
rápido possível então gente falando mais precisamente de
síndrome pós-covid e o que que é essa síndrome pós-covid? Nada
mais é que sintomas eh relacionados a covid-dezenove
mas que começam a surgir ou após ali quatro semanas do
início dos sintomas então aquilo que eu disse o momento
em que a pessoa geralmente em qualquer outra infecção já
estaria voltando às suas atividades normais eh e sem ter
nenhuma lembrança do quadro agudo da doença no caso da
covid a pessoa começa apresentar problemas novos ali
em torno dos quatro das quatro semanas mas isso vai muito, tá?
E o tempo em que isso pode eh durar varia demais. Para grande
maioria das pessoas aqueles sintomas como febre e mal
estar e calafrios, dor muscular se resolve geralmente
entre dois dois a quatro semanas.

h não é comum eh
permanecer por exemplo sintomas como febre após esse período. E
caso esse seja o caso esse seja o caso que nós temos que
fazer é buscar outras causas. Não apenas o Covid dezenove
diretamente mas outros como infecções secundárias ao quadro
de eh debilidade que a covid-dezenove permite e pra
poder tratar especificamente essa essa infecção entre elas a
mais comum são as infecções respiratórias como o próprio
sinusite ou mesmo pneumonia.

Inclusive um dado interessante
de se falar é sobre o alto de reinternações que nós vemos
nesses quadros, né?

Das pessoas com covid e de dez a vinte por
cento das pessoas que necessitam uma internação
hospitalar acabam tendo a necessidade de reinternação
trinta a sessenta dias após a alta e isso geralmente se dá
por quadros infecciosos como uma própria pneumonia mais
importante que necessitam atendimento eh hospitalar mesmo
outras complicações relacionadas a covid como
complicações tromboembólicas ou mesmo hemorrágicas que eu vou
explicar um pouquinho mais pra frente como que isso acaba se
dando.

Com relação a fatores de risco
pra que leva a pessoa a ter a maior probabilidade de
re internar o que nós temos disparado é a questão da idade
então pessoas maiores de sessenta e cinco anos têm maior
probabilidade que são na verdade gente os mesmos fatores
de risco para complicação pós-covid complicação durante o
quadro agudo da covid complicação de probabilidade de
ter a síndrome pós-covid e a probabilidade maior de
necessitar uma reinternação no no caso daqueles que tiveram
necessidade de internar que é a idade maior de sessenta e cinco
anos e pessoas que não tiveram nenhuma vacinação prévia,
pessoas com comorbidades pré-existentes especialmente
aquelas que baixam muito a imunidade eh e diretamente
relacionadas ao covid como quadros de pneumonia, embolias,
insuficiência renal que tem ocorrido durante a internação
hospitalar e uma internação hospitalar prolongada
independente do motivo pelo qual a pessoa necessitou ficar
internada por um bom tempo que isso pode variar bastante.

Dos sintomas gerais pra gente
falar um pouquinho mais especificamente do que que a
gente atribui essa síndrome pós-covid primeiro gente é uma
gama gigantesca de sintomas ou seja extremamente variado
algumas pessoas tem uma ou outra algumas pessoas tem um
conjunto maior destes sintomas só que muitas vezes não é tão
fácil assim de se fazer esse diagnóstico porque primeiro a
pessoa pode ter uma comorbidade uma doença não diagnosticada
prévia ao covid e aí após o covid acaba manifestando
sintomas dessa doença que ela tinha antes e que pode no
primeiro momento ser atribuída ao covid só que na verdade não
é e especialmente naqueles quadros mais importantes
aqueles quadros agudos mais graves leva ao desajuste dos
nossos órgãos como um todo, especialmente o pulmão,
coração, rim levando ao desenvolvimento de outras
doenças após o quadro da covid como o próprio hipertensão,
alteração do colesterol, diabete e consequentemente
esses sintomas que nós acabamos atribuindo após covid não
necessariamente vai ser ó ã é os sintomas da pós-covid e sim
os sintomas desta nova doença que a pessoa acabou
desenvolvendo após o quadro de covid então quando a gente vai
falar disso especialmente tentar tratar cuidar destes
sintomas a gente tem que fazer esse paralelo para poder
diferenciar e poder tratar adequadamente mas bem eh alguns
dos estudos que a gente tem a gente tem lembrar que isso tudo
ainda é muito recente então apesar de ter sido muito
intenso esses últimos três anos do ponto de vista de
conhecimento científico de pós-covid nós ainda estamos
montando este conhecimento ainda tentando entender como
que ocorre algumas coisas o porque que elas ocorrem e a
partir daí conseguimos tratar mais especificamente a partir
do entendimento de como que se desenvolve essas doenças do que
que a covid faz dentro do para ter estes sintomas.

Mas como
sintomas gerais da síndrome pós-covid, nós temos de forma
muito comum o cansaço ou fadiga que interfere nas atividades de
vida diária e sintomas que como um todo pioram ao esforço, seja
esforço físico ou mental, seja aquela questão do mental mesmo
ou qualquer outro sintoma dos que eu vou falar em seguida,
mas que acabam se sobrepondo ou piorando quando a gente faz
alguma atividade física e não necessita ser uma grande
atividade física. Pode ser uma coisa tão simples, como por
exemplo andar meio quarteirão pra no plano pra ir na padaria
por exemplo, coisa que antes a pessoa fazia normalmente e que
depois do covid passa a ter uma dificuldade maior, sentir um
cansaço maior.

Eu tenho pacientes por exemplo que
relata que brincar com a filha de três anos de idade e já não
consegue acompanhar a filha começa a correr dentro de casa
e antes ele ia pegava a filha saia carregando e só o fato de
correr atrás da filhinha dentro de casa ele já sente eh aquele
mas o que os pacientes mais relatam relacionados a essa
questão dos sintomas que pioram o esforço físico são aquelas
pessoas que faziam alguma atividade física por exemplo e
que eh percebe uma uma perda do do condicionamento físico e
isso pode ser atribuído tanto a uma atividade física de
academia como uma questão como por tomar um banho, lavar um
cabelo que a pessoa pode inclusive em alguns momentos
dessa atividade ter que interromper essa atividade e
não é necessariamente por falta de ar, de puxar o ar e o ar não
vir, mas por sensação de cansaço mesmo de que tem que
parar e esperar ou recuperar o fôlego ou aquela vontade de só

Tá na cama. Então quando a gente fala em cansaço ele pode
significar tanto essa da falta de ar como tal, quanto essa
questão daquele desânimo, daquela falta de força para
fazer as atividades do dia a dia e essa força pode ser tanto
física quanto mental também. Eh tem quadros mais associados a
parte neurológica que pode prevalecer após meses como o
próprio quadro muito eh relatado no início da pandemia
que depois diminuiu um pouco a sua frequência, mas que ainda
ocorre, que é a não apenas a a falta de cheiro, né? A
nomia, mas a alteração do olfato, uma coisa que é muito
comum os pacientes relatarem, por exemplo, cheiros suaves
como de de perfume ou certos tipos de mau cheiro não
conseguir totalmente enquanto sente outros cheiros ou sente
de uma forma bem mais tênue ou alteração mesmo, inclusive com
relação ao paladar também que tanto da fase aguda quanto essa
fase mais tardia pode aparecer não apenas a total falta do
paladar uma alteração do paladar, né? Coisas a gente
sente diferente ou não apenas de não sentir totalmente mas
coisas como por exemplo é o vinho ou algum tipo de tempero
ou algum algum grau de alteração que a pessoa acaba
percebendo após o quadro do covid eh mais relacionado aos
quadros neurológicos dificuldade em pensar ou se
concentrar que nós de nevoeiro cerebral, problemas de sono,
tanto com relação a muito sono e aí isso pode tá relacionado
ao um problema uma alteração do sono em si, então a pessoa tem
um sono não reparador quanto aquela fadiga que a pessoa
mesmo dormindo adequadamente à noite ainda apresenta durante o
dia aquele quadro de sono ou insônia da pessoa não conseguir
dormir de forma alguma ou aquele sono que ela tem muita
dificuldade em começar a dormir e ou muita dificuldade em
manter o sono e tem vários despertares ao longo da noite e
essa insônia evidentemente ou essa noite mal dormida acaba
levando a uma sonolência diurna que nós vemos isso também.

Eh
problemas digestivos como diarreia e dor no estômago
também apesar de não ser tão comum mas a gente pode ver
tanto no quadro agudo quanto como fazendo parte deste combo
aí da síndrome pós-covid eh problemas músculo esqueléticos
e aí vem uma série de coisas é muito comum a questão da dor
muscular que é a mialgia ou dor articular que é a artralgia
pode chegar a inflamação das articulações mesmo, chegando a
ter um inchaço ou até mesmo uma vermelhidão que pode ser de uma
ou mais articulações ou aparecer de forma migratória um
dia, um período está em uma articulação em outro momento
essa articulação melhora e começa a doer outras
articulações e problemas relacionados também a que é
inflamação específica do tendão então a pessoa começa a ter uma
dor nas juntas e na hora que ela vai fazer um um ultrassom
ou um outro exame de imagem aparece que a única alteração
que tem ali é a tendinite que é inflamação do tendão e a pessoa
pode atribuir isso a outras questões ortopédicas quando na
verdade pode se tratar de uma síndrome pós-covid eh quadros
cardiorrespiratórios e aí é onde está a grande maioria dos
sintomas é a fadiga como eu tinha mencionado mas é
principalmente a dispneia que é a falta de ar eh que não
necessariamente está atribuído a uma alteração da oxigenação a
gente viu nos quadros agudos de covid eh que é bastante comum a
pessoa tendo não o sintoma de falta de ar ela pode ter queda
da saturação, inclusive isso se relaciona muito ao grande risco
de complicações graves nessa fase aguda porque a pessoa que
não está monitorando a sua oxigenação eh quando ela não
está sentindo falta de ar pode tá com uma oxigenação
extremamente baixa e quando ela chega a ter esse sintoma e vai
é porque já está num quadro muito evoluído da da doença é
mas aqui eu não estou falando disso, eu estou falando de
outra fase.

Então, a saturação aqui geralmente ela é o normal
ou um pouco mais pra baixa, mas a nossa preocupação aqui não é
com a oxigenação em si. A nossa preocupação com a oxigenação é
lá na fase aguda. A síndrome pós quando a pessoa tem uma
dispneia, uma sensação de falta de ar ou começa a respirar de
forma mais rápida, isso não vai estar necessariamente associado
a uma queda da oxigenação. Oxigenação vai manter a mesma e
ela com essa falta de ar maior do que seria esperado para
aquela atividade física em si ou mesmo em repouso, isso pode
também. Sensação de dor ou aperto no peito, pode ser
relatado em quase metade dos pacientes da síndrome
pós-covid, ou seja, bastante frequente. A tosse normalmente
seca, mas ela também pode ter secreção em alguns momentos e
ela se espalha, ela se espalha não, ela se prolonga nessa fase
e aí é um quadro bem comum de começar na fase aguda e mesmo
enquanto os outros sintomas todos da fase aguda já se
resolveram, já foram embora, mas se a tosse está associada a
quadro de muita secreção ou quadro de febre, nós temos
rapidamente que descartar também uma complicação
infecciosa que pode aparecer neste meio tempo e seja
sinusite ou seja pneumonia que são as duas principais. Quadros
de rinite também eh pode ser visto no na síndrome pós-covid
isso pode está associado tanto a uma mudança do sistema imune da
pessoa e acaba ficando mais predisposta a rinites alérgicas
e são quadros que acabam predispondo a uma sinusite
também porque a partir do momento em que os seios da face
são estão inflamados e começam a ter uma superprodução de
secreção se a pessoa não eh não limpa adequadamente o nariz
essa secreção acaba se acumulando e facilitando a
infecção por uma sinusite inclusive bacteriana. Outro
quadro bastante comum da síndrome pós-covid é a
rouquidão E o coração acelerado ou mesmo palpitação que pode
ocorrer tanto com a pessoa em repouso ou com uma pequena
atividade física, um pequeno esforço físico e essa sensação
de batedeira no peito sempre tem que descartar arritmias
cardíacas, mas nem sempre está associado a arritmia, só é
aquela sensação mesmo de eh frequência cardíaca acelerada
como um sintoma específico da síndrome pós-covid e não como
uma maior como pode ser arritmia que também pode
acontecer nesses quadros de covid. Eh alterações
dermatológicas que são aquelas eh como um pano vermelho que
aparece na pele lembrando um pouquinho de alergia só que não
coça e outras alterações cutâneas que pode aparecer
também na síndrome pós-covid e queda de cabelo que nós
chamamos de eh alopecia bastante comum bastante valente
como síndrome pós-covid eh e que tem que ser visto também
que eu vou comentar mais pra frente eh de uma forma mais
sensível pois pode ter outras coisas envolvidas também. Está
chegando algumas perguntas aqui. Deixa eu dar uma
olhadinha. Queda de cabelo é normal
pós-covid? Bom isso que eu acabei de falar eh dentro dos
quadros de dos muitos sintomas que a síndrome pós-covid pode
ter lá dos sintomas dermatológicos a queda de
cabelo é muito comum mas também ela pode estar associada a
outras questões como por exemplo a perda de alguns
nutrientes então durante especialmente aqueles quadros
mais importantes mas eh agudos moderado a grave em pessoas com
internação prolongada, acaba perdendo muita massa muscular,
acaba perdendo peso e algumas vitaminas podem acabar faltando
também nessa fase, pode acabar contribuindo para a queda de
cabelo. Outra causa também aí menos comum é problema de
tireoide nós eh já vimos pós-covid pessoas que
desenvolveram quadros de doenças autoimunes várias e
inclusive eh hipertireoidismo que é quando o próprio sistema
imune da pessoa ataca a tireoide isso aumenta os níveis
dos hormônios da tireoide no sangue e tem entre outros
sintomas um deles o que eu acabei de falar da das do do
coração acelerado, sudorese, calor excessivo e perda de
peso e a queda de cabelo e uma outra causa de queda de cabelo
também que pode estar associada ao covid aí se junta duas
coisas eh relacionadas ao covid mas que são coisas diferentes e
que se somam como causa da queda do cabelo que é o stress
então tem bastante alteração psicológica que pode ocorrer na
síndrome pós-covid e um deles é o stress e o stress é a causa
mais comum queda de cabelo. Então quando a gente vai
avaliar a questão da queda capilar é importante a gente
ver todos esses fatores porque se a gente tem um quadro de
estresse mais importante que qualquer outra coisa e
simplesmente suplementa a vitamina ao invés de tratar o
estresse a ansiedade a queda de cabelo não vai melhorar ou vai
melhorar muito pouco. Bom outro sintoma essa pergunta essa sim
pós-covid passa? Passa mas como eu disse nós ainda estamos
entendendo o que está acontecendo essa novela ainda
não acabou então é tem relatos né de várias pessoas que
tiveram quadros de seis até nove meses é outros quadros de
sintomas que levaram até doze meses e depois se resolveram e
existem ainda as pessoas que não chegaram lá que ainda estão
é com esses sintomas mas ainda é cedo para dizer que é
uma sequela ou seja que a pessoa não vai melhorar de
forma alguma porque como eu disse mais cedo o quadro do da
covid ainda é muito recente e especialmente esses quadros
pós-covid então sim é a grande maioria das vezes passa e para
as pessoas que ainda não passaram e ainda não podemos
dizer que não vai passar, ou seja, é uma coisa que ainda
Está em evolução, tá? Lembrando gente pra vocês de darem o de
curtirem aqui a nossa poderem compartilhar daqui a pouco
também ela vai tá eh disponível no nosso canal tanto no meu
canal doutora Keila Freitas quanto no canal da Clínica
Regenerati para vocês compartilharem com a maior
quantidade de pessoas possível e é muito importante também é
inscrever no canal para ter a notificação das novidades dos
vídeos assim que eles forem ao ar e pode mandar mais perguntas
eu tô aqui justamente pra responder. A gente sabe que a
medicina ainda tem, ainda tá aprendendo muita coisa todo
dia, mas aquilo que a gente aprende tanto com a ciência
quanto com a experiência, eu tô aqui para compartilhar e poder
ajudá-los naquilo que for possível. Bom, falando das
alterações psicológicas da síndrome pós-covid. Eu tinha mencionado mais cedo
transtorno de estresse pós-traumático que foi visto em
cerca de vinte e quatro por cento das pessoas que receberam
alta do hospital eh e isso não é pouca coisa e acaba
atrapalhando de forma importante a rotina da pessoa é
como um trauma mesmo eh daquele tanto daquele momento e não só
do momento da internação como um todo mas o momento da
internação da TPI. Então tem momentos por exemplo eh
lembrando que ainda hoje geralmente as pessoas que estão
internadas pela covid eh não podem ter o não podem receber
visita e não podem ter acompanhantes ou recebe visita
muito pontualmente só aquele momento da visita ali e a maior
parte do tempo fica sozinha. Eh chega num determinado momento
da pessoa que está na UTI e está com uma dificuldade
respiratória importante é que a pessoa que está sob risco de
intubação eh a qualquer momento primeira coisa que a gente tem
que fazer é suspender a dieta da pessoa então a pessoa tem
ela não pode tomar nem água então ela fica eh com sede.
Porque a por mais que ela esteja recebendo na veia a
hidratação que o corpo dela precisa então veja bem essas
pessoas não estão desidratadas mas elas têm a sensação de sede
porque elas não podem ingerir nenhum líquido por boca e nem
comer nenhuma comida ali por boca por quê? Porque caso a
pessoa tenha indicação de uma entubação ou seja de de ser
entubada ir pro ventilador mecânico nesse momento se tiver
alguma alimentação ou mesmo líquido no estômago a pessoa
pode vomitar este líquido esse essa comida e broncoaspiração, ou
seja, essa comida sai do estômago e acaba indo pro
pulmão, o que forma um quadro ainda muito pior, além de toda
complexidade da da infecção pelo covid e muitas esses
pacientes já tem uma infecção pulmonar bacteriana além da
infecção pulmonar viral ainda se soma a inflamação da
pneumonite por broncoaspiração ou mesmo uma pneumonia
bacteriana aspirativa então quando a gente eh percebe que a
pessoa está evoluindo com uma piora no padrão respiratório e
precisa eh ficar mais quietinha ali e ao e a qualquer momento
ela pode evoluir, primeira coisa que a gente faz é
suspender qualquer ingesta oral dessa pessoa, aí essa pessoa
imagina que a pessoa tá lá deitadinha, ela não pode se
movimentar muito, primeiro porque ela está monitorada, ela
tem que tá monitorada tanto da parte eh cardíaca, então fica
com aqueles eletrodos no peito eh a oxigenação e tá ali
deitadinha de barriga pra cima toda monitorada com o monitor
do lado apitando se tem alguma alteração se a saturação cai se
tem uma arritmia qualquer coisa assim. Então essa pessoa as
vezes só de falar ao telefone ela já fica eh com a oxigenação
mais baixa e aí apita ou de tentar virar na cama até mesmo
pra dormir ou ou no caso de um homem por exemplo que tenta
fazer um xixi no no no marreco, né? No nó numa vasilhinha e de
pequenos movimentos a pessoa já fica eh já tem uma queda de
saturação, aparelho já apita consequentemente essa pessoa
que está nessa fase na fase mais eh de maior da doença
aguda dela ela está sozinha, com fome, com sede sem poder se
mexer e sem outra coisa pra fazer da vida a não ser ficar
esperando. Imagina como que não são as noites dessa pessoa. Às
vezes na UTI maioria das UTIs às noites são muito difíceis de
dormir porque a luminosidade já é maior, então mesmo e entra
pessoas a todo momento porque tem que entrar mesmo, tem que
fazer medicação, monitorar, examinar, cuidar, uma série de
coisas e em dependendo da UTI, escutando o que tá acontecendo
no no quarto do lado. De repente um paciente que
complicou, que precisou entubar ou até mesmo que evoluiu a
óbito e toda aquela questão de de chamar as pessoas e a
pessoa tá ali paradinha só ouvindo e pensando se ela vai
chegar até o próximo dia viva. Então são momentos em que fica
muito fundo na no emocional dessas pessoas. Muitos
pacientes meus depois de uma de uma internação eh dessa mudou
de emprego ou resolveu aposentar. Terminou o
relacionamento. A vida muda, como dá aquele clique. Então,
eu tô relatando isso aqui pra vocês perceberem como que não é
um absurdo comparar ou essa essa experiência das pessoas
que que passam internadas especialmente as que passam
internadas em UTI como transtorno de estresse
pós-traumático. Então é prevalente e não pode ser eh
menosprezado isso tem que ser valorizado porque isso também
faz parte da saúde da pessoa como um todo a saúde mental e
como se não bastasse essa alta prevalência de transtorno de
estresse pós-traumático desses pacientes nós vemos e aí sim
não está relacionado a internação hospitalar em si ou
seja e a síndrome pós-covid cura que significa mesmo
pessoas com quadro agudo leve ou mesmo pessoas assintomáticas
no quadro agudo pode desenvolver estes sintomas que
eu vou dizer aqui quatro semanas ou um pouco mais após a
fase aguda que é alteração de memória, então alguns estudos
falam aí cerca de dezoito por cento das pessoas ou começaram
a apresentar falta de memória e não tinham antes ou tiveram uma
piora do quadro é que já tinham de perda de memória é
assim como problemas na concentração tanto que não
tinha problema de concentração e passou a ter quanto pessoas
que já tinham algum problema da concentração e que piorou após
o quadro agudo do covid e o carro chefe disso que é
ansiedade e depressão e é que entre aquilo que eu tinha
comentado agora a pouco também dos transtornos de estresse
pós-traumático não necessariamente a pessoa vai se
encaixar no no tratado do lado de psiquiatria de transtorno de
estresse pós-traumático, mas o quadro de ansiedade, o quadro
de depressão é bastante prevalente e aí aqui a gente vê
uma coisa interessante. Muitas pessoas já possuem essa
personalidade, né? Já tem um quadro depressivo, uma
personalidade mais depressiva ou ansiosa da vida inteira que
nunca porque a mãe era assim, a tia é assim, a irmã é assim e
acha que ela tem que ser assim eh e quando passa pelo quadro
da infecção pela covid mesmo de novo quadros leves ou
assintomáticos começa a ter uma piora deste quadro anterior com
não raras as indicações de tratamento não apenas não
medicamentoso como uma terapia como não como medicamentoso e
não é nenhum demérito tratar para estar melhor e
consequentemente enfrentar os demais problemas da vida com
com uma bagagem maior, né? Melhor com a gente mesmo. E
outros quadros da síndrome pós-covid temos a síndrome seca
tanto de ressecamento dos olhos, ressecamento da pele,
ressecamento da boca, sentir sensação de boca seca, não
relacionada a nenhum medicamento em si, mas a covid
como tal e inclusive alterações de mudanças do ciclo menstrual
também. E outra coisa, não apenas
relacionado à síndrome pós-covid como tal, mas
alterações que a gente pode ver no pós-covid e que não
necessariamente vai dar estes sintomas, como quadro cardíaco,
quadro pulmonar e quadro eh tromboembólicos ou mesmo
hemorrágicos, alterações cardiológicas pós covid, eh o
infarto agudo do miocárdio, é acidentes vasculares,
arritmias, e pericardite que é a inflamação da membrana que
envolve o coração que é o pericárdio, miocardite que é
inflamação do músculo do coração e que insuficiência
cardíaca e doença tromboembólica como um todo e porque acontece
essa questão essa coisa aí de doença tromboembólica é no
pós-covid? A gente tem que lembrar pessoal
que o covid é principalmente uma doença infecciosa
inflamatória sistêmica persistente e trombogênica
assim como ela inflama o corpo como um todo e é essa
fisiopatologia esse mecanismo que a gente tem que pensar
quando a gente fala de problemas psicológicos a
inflamação do próprio cérebro ela inflama os vasos sanguíneos
e a inflamação dos vasos sanguíneos aumenta a
probabilidade, aumenta o risco de desenvolvimento de trombos
que são essas obstruções e dos vasos, é como se você tivesse
uma mangueirinha ali com água e tem uma sujeira ali na
mangueira e entra alguma coisa ali um uma sujeira, um grande
volume de sujeira e tampa a mangueira e ela fica entupida,
entope de uma hora para dependendo do local do corpo
que acontecer essa essa obstrução aquele local vai
sofrer o que chamamos de um infarto porque vai morrer
aquele pedaço, aquela parte do corpo. Se o sangue não chega
até aquela parte do corpo por um período suficiente aquela
parte morre, é isso se isso acontece com artéria que tá
levando o sangue para o próprio coração que são as coronárias
nós temos o infarto agudo do miocárdio, se isso com as
artérias que estão levando o sangue para os pulmões nós
vamos ter uma embolia pulmonar, se isso acontece com as
artérias que estão levando sangue lá pro cérebro nós vamos
ter um acidente vascular encefálico isquêmico que é o
AVC isquêmico algumas pessoas falavam de derrame eh e isso
pode acontecer em qualquer parte do corpo, inclusive na
própria pele de nas terminações, dedos e afins
precisarem de amputação porque morre aquele pedacinho ali do
do dedo, a extremidade do corpo, mas isso pode acontecer
em qualquer extensão do nosso organismo que tá que é irrigado
e pode ocorrer. Além disso, pode ocorrer também quadros
hemorrágicos tanto por uma eh instabilidade do sistema é de
de embolia de eh comé que fala? De trombose do sangue né? Da
coagulação, né? Alteração da coagulação do sangue quanto
pessoas que estão em uso de anticoagulante e que pode
acabar porque esse valor essa esse o valor do a dose do
anticoagulante, a forma como ele atua na pessoa vai variar
de pessoa pra pessoa e então a pessoa que tá com uma dose um
pouco maior ou que come alguma coisa diferente eh ou que tem
problema renal, eh alguma outra condição que acaba alterando o
metabolismo ali daquela medicação também facilita o
aparecimento sangramentos porque quando a gente tem eh
primeira coisa que a gente faz nesses pacientes com risco
aumentado de sangramento e os pacientes com covid são pessoas
que frequentemente tem aliás tem esse risco aumentado de
trombose eh nós precisamos dar uma medicação chamamos de
anticoagulante por isso é tão comum as pessoas que tem
necessidade de internação hospitalar pela covid é usarem
uma injeção na barriga que é um tipo de anticoagulante muito
que nós usamos bastante no meio intra-hospitalar e tem também
medicações que pode ser feitas na veia, mas geralmente quando
tá fazendo a profilaxia, a pessoa não tem um problema
maior do renal, a gente acaba usando a medicação injetável.
Eh e após alta hospitalar a pessoa frequentemente tem que
usar ou esse mesmo anticoagulante injetável ou um
por via oral e aí a depender de várias situações nós não
podemos de forma alguma falar que toda pessoa com covid
necessita de uma profilaxia de trombose porque senão ao invés
de ter o problema da trombose nós passamos a ter um problema
maior de sangramento então lembrando que mesmo pessoas que
não estão usando uma terapia antitrombótica ou seja uma
terapia para raliar o sangue elas podem ter problemas de
sangramento por alterações da coagulação relacionadas ao
próprio Covid mas o mais comum são problemas de troncos
problemas de obstrução das artérias por isso que nós temos
que averiguar caso a caso e a depender da pessoa e do momento
da doença e das comorbidades que ela tem necessita sim desse
medicamento que tem que ser tomado sempre e acompanhamento
médico nunca jamais sozinho da própria cabeça sem fazer exames
contínuos porque senão o risco de um sangramento passa a ser
maior que o próprio risco da trombose em si e quadros como
por exemplo arritmias como eu tinha comentado que pode
acontecer no pós-covid são outros fatores que igualmente
aumentam o risco de eh trombos porque o coração batendo de
forma descompassada ele é como se ele chacoalhava ali aquele
sangue e torna o aparecimento de trombos mais frequentes. E
bom o que que a gente faz então nesse contexto e da síndrome
pós-covid? Antes disso só lembrando aqui pra vocês a
gente está quase no finalzinho da live já estamos aí quase com
uma pouquinho uma hora de live certinho eh se você tiver mais
alguma pergunta manda aqui pra eu poder responder e se acabar
assistindo essa live depois manda a pergunta nas nossas
mídias sejam YouTube seja o meu próprio site no no YouTube da
clínica, no meu YouTube que eu vou tá respondendo pra vocês e
posso inclusive tá respondendo tanto lá direto como através de
novos vídeos, mas também curta aqui o nosso canal pare e faça
sua inscrição para que você possa receber não só as como
outros vídeos que gravamos e receber a notificação deles
assim que eles chegarem lá ao ar e comparti essas notícias,
esses vídeos para outras pessoas, para que essas
notícias, essas informações possam chegar a maior
quantidade de pessoas possível. Bom, A última coisa que eu
queria falar aqui pra vocês rapidinho é o que fazer né? O
que fazer com esse quadro uma vez que tantas pessoas sofrendo
mais ou menos com este quadro é tão variado da síndrome
pós-covid eh é a primeira coisa que a gente tem que tem que
saber é o seguinte nós precisamos de um acompanhamento
multiprofissional desses pacientes então o infecto o
infecto da sua confiança ele vai ser o maestro como ali na
orquestra então ele vai avaliar você os seus exames o seu
histórico como que foi a sua fase aguda do covid se se teve
internação ou não vai ver tudo isso e avaliar que outros
profissionais serão necessários para aquela fase que nós
estamos tá? É avaliação cardiológica é de extrema
importância na fase pós-covid especialmente para pessoas com
comorbidades já associadas mas não podemos esquecer que muitas
pessoas não têm o diagnóstico de doença cardíaca prévia e é
quando pouco tempo depois do covid de um quadro leve de
covid infarta tá? Então nós precisamos essa avaliação esse
check up pós-covid é de extrema importância e deve ser feita
pelo seu infectologista independente da gravidade do
quadro agudo do covid e mais ainda se você já tiver uma
doença previamente conhecida. Além disso um acompanhamento da
imagem do pulmão. Nem todas as pessoas que têm quadros de
covid tem eh manchas no pulmão chega a ter tem pessoas que nem
chegam a ter pneumonia visível eh no quadro agudo de covid mas
é fundamental o acompanhamento por imagem do pulmão dessas
pessoas especialmente as pessoas que apresentaram
sintomas respiratórios e ainda mais que ficaram internadas e
com alterações das imagens do pulmão na fase aguda do covid.
E uma avaliação da função pulmonar também. Imagem é uma
coisa, avaliação pulmonar é outra. E aí a gente vai ver
tanto com relação a inflamação do pulmão quanto com relação a
presença de fibrose uma série de coisas. Bom, com relação a
esse quadro da dispneia a coisa mais importante a se fazer é a
reabilitação então em todos os quadros, né? Em todas as pessoas
que tiveram quadro de covid mesmo leve mesmo aquelas que
não tem nenhum sintoma pós-covid necessitam fazer um
checkup com o médico tá? Aquelas que aquelas pessoas que
estão tendo sintomas que pode atribuído a síndrome pós-covid
precisa avaliação com o seu infectologista de confiança e
aí o infectologista vai fazer esse checkup e vai avaliar de
acordo com o seu histórico, com os seus sintomas, com a
gravidade da sua doença o que exame a mais precisa ser feito
e que profissional a mais precisa ser chamado. Eh em
algumas situações eh vai ser necessário exemplo o uso de
corticoides, mas nem sempre é o corticoide é uma faca de dois
gumes, então ela precisa ser muito bem indicada e
acompanhada para não levar a problemas ainda maiores do que
o que a pessoa tinha no primeiro momento. A tosse,
avaliação da tosse ela também tem que ser múltipla, porque a
pessoa pode ter várias causas associadas e não apenas o Covid
em si, coisas como doença do refluxo gastroesofágico que dá
o o como por exemplo hérnia de hiato ou mesmo só o refluxo,
quadros de sinusite e aí entra desde rinite alérgica, sinusite
viral, sinusite bacteriana, pós-covid e demais e quadros de
asma. Tudo isso pode ajudar no quadro da tosse, além da covid
em si. E para cada problema desse, teremos um tratamento
específico. Então nós precisamos destrinchar do que
que se trata esse sintoma para poder tratar a causa em si,
além das medicações sintomáticas. Desconforto,
aperto, dor no peito. Que que a A gente vai fazer? Primeira
coisa, consultar com o médico infectologista, avaliação do
quadro cardíaco, né?

E do quadro pulmonar também, mas tem
outras causas que pode afetar e dar esse mesmo sintoma, como
por exemplo, a própria asma, que a covid também adora causar
isso ou seja isso é acontece com muita frequência com os
pacientes dor miofascial que é outra coisa bastante prevalente
na população e que pessoas que já estão com o quadro ansioso
tem ainda uma maior probabilidade de desenvolver
isso que viria a ser a dor miofascial é uma dor que ocorre
quando um músculo qualquer músculo isso pode com qualquer
músculo, ta, gente?

Não apenas, especificamente, os músculos
que levam a dor na área do peito, isso pode acontecer em
qualquer lugar do corpo, mas o músculo contrai por um período
de tempo grande e essa contratura acaba levando a uma
dor relacionada a essa contratura.

Problema de oxigenação

Problema de
oxigenação que essa contratura acaba ocorrendo e com isso vai
levando uma série de complicações em cascata que
leva a dor não no local que estava contraindo mas no local
referido por isso que a gente chama de dor miofascial
referida e pode estar presente nos quadros pós-covid e em
quadros ansiosos então junta a ansiedade com o pós-covid e nós
temos uma bomba relógio em termos de sintoma nesse caso a
avaliação desses quadros que podem se somar ou mesmo ser
isso e não a síndrome pós-covid em si é de fundamental
importância porque o da causa é o que terá, é o que trará a boa
resposta. Então, de forma geral, a gente pode usar
anti-inflamatórios não esteroides, como Ibuprofeno,
esse tipo de medicação, mas se eu por exemplo tenho uma dor
miofascial, isso pouco vai adiantar.

Ou se eu estou com um
quadro de asma e eu não tô sentindo muita falta de ar, mas
mais esse desconforto, o que vai ajudar vai ser um
broncodilatador. Por isso que eu buscar o médico, fazer
exames cardíacos, pulmonares, avaliação clínica para e partir
daí poder definir o tratamento mais adequado. As alterações
neurocognitivas, fundamental avaliação do infecto que vai te
passar muito provavelmente pelo terapeuta, pelo psicólogo, pelo
psiquiatra, pelo neurologista para fazer tratamentos
medicamentosos e não medicamentosos somados muitas
vezes nós precisamos de ajuda sozinho a gente não consegue se
livrar de todas essas coisas que acontece na nossa cabeça e
não é fraqueza não é falta de Deus no coração é bioquímico e
o covid também gera isso sintomas olfativos e gustativos
nós temos aí quadros, tratamentos como treinamento
olfativo, mas muitas vezes é necessário a avaliação do
otorrino eh mais específico como recordatório e tudo mais
para poder melhorar estes quadros arrastados de problemas
tanto do olfato quanto do paladar. Fadiga, baixa
resistência e estado funcional também tem que ser avaliado a
parte cardíaca e a parte pulmonar para descartar
qualquer outro problema que precise ser tratado de forma
mais específica e aí depois nós temos a reabilitação uma vez
mais e aqui um quadro, uma questão importante é que sempre
que a gente tá fazendo uma atividade física é é que tá
aumentar o rendimento a gente tem uma tendência é sempre um
pouquinho a mais do limite do nosso corpo e aqui no quadro
pós-covid não aqui a palavra de ordem é respeitar o que o nosso
corpo tem a dizer então eh se você está ali fazendo aquela
atividade física e sente aquele cansaço para descansar e depois
que o fôlego voltar depois que a frequência cardíaca baixar
retoma as suas atividades e assim pouco a pouco dias após
dia a gente vai ganhando com físico novamente, mas lembrando
novamente, tem que sempre excluir parte cardíaca e parte
pulmonar, porque senão eu posso estar tendo na verdade uma
complicação mais importante e fazer uma atividade física como
por exemplo uma arritmia cardíaca vai aumentar os
problemas. E a última coisa que eu quero passar pra vocês é
vacina. Vacina do covid em pacientes com quadro pós-covid.
Fora de qualquer fake news piora o quadro muito pelo
contrário e que nós temos visto é que pessoas que não tinham se
vacinado tinham síndrome pós-covid se vacinaram e
acabaram tendo uma melhora dos sintomas e vale sempre lembrar
que ter covid uma vez não é nos protege de ter duas, três,
quatro vezes e o fato de ter sobrevivido a primeira vez

independente de ser o quadro leve ou quadro grave o que seja
não tem nada a ver com não não prova que o próximo quadro vai
ser mais leve então o quadro leve hoje pode ter um segundo
quadro muito mais grave logo a vacinação está mais do que
indicada então se você vacinou e ainda assim teve a síndrome
pós-covid siga o calendário de vacinação naturalmente é bem
provável que essa síndrome pós-covid ou não tenha nenhuma
alteração com relação a isso ou tenha uma melhora com a vacina
mas você precisa se proteger mais e mais a pandemia ainda
não acabou nós estamos cheios de varíola do macaco por aí mas
a covid ainda não foi embora informação é o que nós de maior
bem para combater esse grande mal. Então gente era isso que
eu queria passar pra vocês mais de uma hora de se ainda
restarem algumas perguntas podem mandar aqui no meu canal
doutora Keila Freitas ou no canal da Clínica Regenerati ou
lá no meu site e eu vou tá respondendo ou mesmo fazendo um
outro vídeo sobre essas perguntas e vez mais, nos siga,
compartilhe e faça essa informação chegar ao maior
número de pessoas possível. Eu sou a doutora Keila Mara de
Freitas, médica infectologista da clínica Regenerati, Hospital
Isalita Albert Einstein e Hospital Sírio Libanês. Foi
muito bom passar esse tempinho aqui com vocês. Um grande beijo
e até a próxima.

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